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sábado, 5 de setembro de 2015

#QLQRUA: Em meio ao caos, eles se sentem seguros

Os pardais são bem conhecidos nas regiões/ Foto: Pixabay
Em meio ao caos que Porto Alegre se tornou nestes últimos dias, graças a falta de segurança, detalhes tão pequenos fazem o clima ficar mais ameno. Se o medo tem dado insegurança aos moradores humanos, a aproximação da primavera que traz para estes primeiros dias de setembro manhãs e noites frias, tardes quentas (cuja temperatura não vai muito além dos 20 C°), o vento, o sol e as pancadas de chuva tem agitado a passarinhada, que não se cansa de cantar.

Nos bairros mais afastados, nos subúrbios, nos da zona nobre, no centro da cidade. De norte a sul, lá estão eles a encher os papinhos e cantarolando. Para ouvi-los não é necessário muito, um pouco do silêncio. Que tal tirar os fones de ouvido?

Lá estão eles, na ponta de um poste de luz, em uma árvore, nos portões, nos muros, nos varais de roupa...

Quem tem canário, periquito ou outros tipos em casa, sabe que eles atraem os livres. Percebi que depois que comecei a criar periquitos minha casa se enche de pássaros. Mas não é apenas na minha, em várias outras o mesmo ocorre.

Em muitos lares eles buscam água, abrigo. Isso porque aprenderam que um telhado pode ser mais seguro que uma árvore. E telhados e árvores, Porto Alegre tem muitas.

Enquanto cantam felizes pelo calor que se aproxima, se preparam para os casamentos que virão durante a temporada das flores, e dos filhotes que nasceram no verão, as aves urbanas se sentem seguras para viver e despojar de suas liberdades. Que continuem assim, pois pelos menos eles sabem o que é segurança, já nós esperamos um dia reencontrá-la.

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Leia as demais crônicas da série Em qualquer rua.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Nina teve filhote: o bebê número um

Foto tirada hoje. Sim, difícil pegar ele acordado./ Foto arquivo pessoal
Lembra que eu postei que a Nina tinha posto cinco ovos (leia aqui)? Então, no dia 3 de dezembro (quase 4 porque ele nasceu às 23h30) nasceu um dos filhotes, apelidado de bebê número 1, visto que ainda não sabemos o sexo.  Pois bem, os outros ovos não chocaram, não por falta da mãe, pois ela cuidou bem de todos. 

O bebê cresce a cada dia e hoje já tem o corpo 90% coberto de penas brancas. Ele é bem fofo e gosta de passear, além de dormir. Nossa intenção é domesticá-lo para deixar mais solto pela casa e quem sabe pelo pátio. As minhas cachorras Bolinha e Loba estão aceitando ele super bem. A Loba tem certo receio, mas a Bolinha chega pertinho e o cheira com a pontinha do nariz, desde que estejamos segurando o bichinho. Ela fica nervosa cada vez que o bebê berra por comida, que pegar para ela (a Bolinha tem vontade de ter um animalzinho de estimação, ela cree que pode ter um). 

É um desafio ter um filhote tão delicado. A Nina e o Bobi são pais de primeira viagem e às vezes machucavam o pequeno e temos que socorrer o filhote. Em blogs especializados e também de acordo com  o veterinário esse é um comportamento normal.

Eu confesso que estou babando, hehehehehehe. Na verdade todos daqui de casa. Ele é chamado de bebê, já que ainda não sabemos se é macho ou fêmea.
No dia do nascimento. Foto: arquivo pessoal
Literalmente em baixo da asa. Foto: arquivo pessoal
Com duas semanas era fã da almofadinha. Foto: arquivo pessoal

Vergonha ou soninho? Foto: Arquivo pessoal

sábado, 23 de novembro de 2013

Nina vai ter filhotes

Nina, minha periquita, vai ter filhotes, é o que esperamos. Há uma semana atrás ela colocou o primeiro ovinho e até agora já somam o total de cinco. Ela não quis o ninho e fez de cama um espacinho no chão da gaiola. Passa o maior tempo chocando e cuidando com carinho daqueles ovinhos miúdos e branquinhos.

Preferiu juntar sujeirinhas e fazer o ninho ali.
Não é a primeira vez que a Nina pões ovos, isso já aconteceu outras três ou quatro vezes, mas todos goraram. Certamente isso aconteceu porque ela havia cruzado com o Zezinho, um periquitinho velhinho que nós tínhamos. Depois que ele morreu, meu irmão comprou o Bobi, um jovem passarinho azul (igual a Nina), que logo que chegou se encantou com as habitantes da gaiola.

O Bobi é um bom pai, porém não leva muito jeito. Na gaiola está a vovó Florzinha (ela é amarelinha) que já ameaçou chegar perto dos ovos algumas vezes. Ele não defende os "babies" apenas grita e bate as asas apavoradamente, isso para chamar a nossa atenção. Esse escândalo todo é um pedido de socorro em periquites, eu acho.

Tímido, tirar foto dele é o maior sacrifício 
Estou ansiosa para ver os pequenos nascerem, e também na expectativa de que desta vez vai dar certo, pois agora o parceiro da minha pequena gritona (eu costumo chamá-la assim, pois ela berra muito) e jovem como ela. Eles são pais cuidadosos com os ovos e pelo que vi serão com as avezinhas.  Agora é esperar mais 18 dias.