quarta-feira, 13 de abril de 2011

Vovós do rebolado

Esse é o grupo de senhoras idosas  são a minha principal fonte para uma matéria que será publicada no jornal da faculdade no próximo semestre. Não posso mais dar detalhes é supresa, mas em breve colocarei o texto inteiro aqui. Por enquanto fica o vídeo. Elas são divertidíssimas...

quinta-feira, 31 de março de 2011

Jornalistas contam as suas experiências como enviados especiais em conflitos

No último dia 30 foi realizada na Famecos uma palestra com o tema Quatro jornalismo em zona de risco. Participaram os jornalistas Daniel Scola, Huberto Trezzi, Luiz Antônio Araujo e Rodrigo Lopes. O evento aconteceu na parte da manhã e teve duração de mais de duas horas. Com o auditório do prédio sete lotado, os jornalistas contaram como foram suas experiências em coberturas de conflitos no Oriente Médio. Scola fez a cobertura de duas catástrofes: O terremoto do Chile, no ano passado, e o terremoto do Japão, no mês de março.

Humberto Trezzi teve como sua primeira reportagem no Oriente Médio a cobertura do conflito no Líbano. "Fui substituir Rodrigo na cobertura e entrei no país pelo lado leste, pelo Cairo." Explicou. Para ele o grande problema dessa cobertura foi a dificuldade de comunicação. Relatou que teve de ditar, para uma digitadora da Zero Hora, por uma hora e meia o texto que seria publicado no jornal. "Só consegui internet em um hotel que recebia sinal via satélite".

"Em momentos de crise tudo é a base de dólar, tudo fica mais caro", afirmou Lopes que fez a cobertura na Líbia, mas teve de voltar antes de terminá-la por problemas de saúde. Ele avalia que em conflitos deve-se ter cuidados de extrema segurança e essa avaliação deve ser feita pelo repórter. Para Rodrigo o jornalista "tem que ter medo. Ele é o nosso anjo da guarda".

Daniel Scola disse que no momento que ocorre uma tragédia das proporções da que houve no Japão não tem como se preparar. "Tu desembarca num país em meio a uma catátrofe, arrasado." O jornalista da RBS falou que a sua maior preocupação era fazer um material diferenciado do que estava sendo divulgado pela mídia. Ele contou que quando fez a cobertura do terremoto do Chile escrevia o texto que seria publicado no jornal, ligava para a Rádio Gaúcha, ditava-o, eles gravavam e repassavam para um digitador. Já no Japão, Scola resaltou, que ao chegar comprou um celular e se uniu com outros jornalistas para poder encontrar um tradutor. "O povo japonês é muito reservado", analizou o repórter.

Luiz Antônio Araujo fez uma resalva, ainda no ínicio da palestra: "O essencial do jornalismo e contar histórias de vida e isso mudar acaba-se o jornalismo". Para ele o enviado especial deve fazer um produto exclusivo e diferenciado das agências de notíca. "Somos pagos para reportar o que está acontecendo", conclui.

Trezzi foi o que mais sofreu com a sua cobertura, ele consegui entrar no Líbano e também sofrer um acidente e machucar feio o olho. Lopes também consegui entrar no país, porém pelo outro lado, o lado que pertencia aos rebeldes.

No vídeo abaixo os jornalistas falaram sobre a mulher na cobertura de conflitos e no FLICKER fotos da palestra.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Cavalgada do mar

No final de fevereiro, mais necessáriamente dia 25, a Cavalgada do Mar passou pelo Balnério Pinhal, litoral Norte gaúcho. Criada em outubro de 1984 por João José de Oliveira Machado (O Machadinho), advogado da Prefeitura de Palmares do Sul, João Carlos Wender, interventor municipal de Tramandaí, e Ney Cardoso Azevedo, prefeito de Palmares do Sul. A primeira cavalgada ocorreu no dia 14 de fevereiro de 1985 e tinha 60 participantes. Os idealizadores buscaram apoio dos demais municípios do Litoral Norte Gaúcho, principalmente com relação à alimentação dos cavalarianos. Num trajeto de 240 Km de Palmares do Sul até Torres, ficou combinado que os integrantes da cavalgada passariam por todas as prefeituras, grandes e pequenas. Paralelamente ao evento, no dia 16, às 16h, o Banco Sul Brasileiro recebeu intervenção federal.

As primeiras mulheres a participarem da cavalgada foram as filhas de Ari de Almeida Mattos, natural de Torres. Na 7° edição, compareceram aproximadamente 23 amazonas e o número foi aumentando a cada ano, no entanto somente na 9° edição, em 1993, foi identificado um grupo feminino organizado: o Piquete de Anita Garibaldi, coordenado pela escritora Elma Sant´Ana.

Mais informações sobre a cavalgada e os seus projetos sociais basta entrar no site Fundação Cavalgada do Mar

Sapatos fechados e apertados são um dos causadores de doenças nos pés

O uso contínuo de sapatos fechados e da falta de cuidados com os pés faz com que essa parte do corpo sofra grandes consequências, principalmente quando se trata de pés de pessoas diabéticas. As doenças mais comuns são o surgimento de calos e joanetes, onicoórteses (deformações nas unhas) e as onicomicoses (fungos que deixam a unha preta e o por vezes dedo inchado).

A pesquisa realizada em 2009, pela técnica em podologia Ana Maia, apontou que dos 182pacientes atendidos pelo PSF Lomba (Posto de Saúde da Família da Lomba do Pinheiro) aproximadamente 30% da população adulta entre 29 e 75 anos têm onicomicoses, sendo mais comum em mulheres, pois estas costumam usar sapatos mais apertados com meias sintéticas e frequentam mais salões de manicures, onde podem contrair a infecção através de alicates e materiais contaminados. Normalmente as unhas mais afetadas são as dos pés e a proliferação ocorre quando há o uso de tênis e sapatos fechados que deixam o pé úmido e aquecido o que facilita o aumento dos fungos.

Ana Maia lembra que esses fungos também podem ocorrer se a pessoa não tiver uma boa higiene e andar na rua com os pés descalços. Ela também relatou que existem vários tipos de fungos e que há um tratamento para cada tipo.
As onicoórteses “são mais comuns”, diz Ana. O corte incorreto das unhas ou o uso de sapatos estreitos faz com que a unha fique torta. Outras causas segundo a podóloga são as congênitas (que nascem deformadas) e as que se originam de outras doenças como as cardíacas, renais, tireóide, onicomicoses e as diabetes. O tratamento é simples e indolor.

Para Ana os pés de quem tem diabete devem ser tratados com cautela, pois qualquer acidente sem os cuidados devidos pode gerar a amputação. Como à falta de sensibilidade causada por alguns problemas característicos no diabético, às vezes ele não percebe que seu pé está machucado e isso pode se transformar em feridas ou úlceras nos pés, que pode levar a sérias infecções. O pé de uma pessoa com diabete “só pode ser cuidado por um especialista” alerta à podóloga.
A prevenção é simples: não usar sapatos apertados e utilizar o próprio alicate quando vai ao salão evitam esses e outros problemas que podem afetar os pés.
Nos vídeos o diagnóstico de fungos e tratamento e dicas de como cuidar dos seus pés. Essa matéria também pode ser vista no blog Jornalismo FreeStyle







Nos links materias sobre a saúde dos pés

http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=4270&ReturnCatID=667
http://www.orientacoesmedicas.com.br/diabetes_cuidado-com-os-pes.asp
http://www.saudeesportiva.com.br/pes.php
http://www.youtube.com/watch?v=C6AloIfTBjE

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Ciclitas pedalam por uma vida melhor

Ciclistas do Balneário Pinhal promoveram no final da tarde de ontem uma passeata pela qualidade de vida. A iniciativa tem por objetivo incentivar os moradores e veranistas a praticarem esportes.
O apoio e divulgação veio da rádio local
Veja as fotos no Flicker





terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A história e o sabor dos alfajores


O Alfajor, doce típico argentino, tem a sua origem na culinária árabe. Seu nome vem do arabesco “Al-hasu” que significa recheado. A princípio era feito com amêndoas, mel e avelãs. Chegou à Espanha por volta do ano de 711, na cidade de Andaluzia. Em 1896 passou a ser produzido na Argentina e ganhou o formato arredondado. Sua receita original foi modificada ao longo do tempo, chegando a ser feita da maneira que conhecemos hoje.

Nos conventos de Córdoba, no século XVIII, preparavam-se biscoitos quadrados que eram unidos com doce de leite e decorados por açúcar polvilhado. O químico francês D. Augusto Chammás, foi o primeiro a produzir alfajores no país platino. Ele inaugurou (no ano de 1896) uma pequena indústria familiar dedicada a fabricar doces e confeitos.

Na Argentina é possível encontrar o alfajor em diversos cafés. O mais conhecido é o Havana, criado em 1947 em Mar Del Plata, a 400 km da capital Buenos Aires. Em 1998 foi vendido para o Exxel Group. Atualmente possui diversas cafeterias espalhadas pela America do Sul. Outra marca importante e o Cachafaz, que possui diversos modelos para presente. No Brasil existem diversas fábricas que produzem deliciosos alfajores.

A melhor forma de se comer um alfajor e quando ele está gelado. Uma companhia perfeita é o vinho branco suave, que também deve ser tomado gelado. Marli dos Santos, 46 anos, prefere comer o alfajor acompanhado de sucos cítricos, como o de pêssego e o de abacaxi. “A acidez do suco quebra o adocicado da cobertura e do recheio”, afirmou. O confeiteiro Lucas Bial, 28 anos, disse que a receita argentina é similar, se não igual, a usada em muitas fábricas de doces da Serra gaúcha. Ele ainda salienta que “alfajor gostoso é o que é feito com amor e paixão”.

Clic e obtenha uma receita de Alfajor

fontes de pesquisa: Loucos por Havana
Blog Site Comidinhas
Uol
Google maps
Wikipédia

sábado, 15 de janeiro de 2011

Mas afinal, o que é o jornalismo em HQ ?

O jornalismo em quadrinhos é uma nova forma de fazer reportagens. Muitas dessas matérias são publicadas em livros (o chamado livro-reportagem), pois na maioria das vezes o jornal diário não tem espaço para este novo formato. As tiras começaram a ser usadas nos Estados Unidos no século 19, criando assim a base da indústria dos quadrinhos atuais e as relações entre notícia e a arte gráfica. Hoje os jornais utilizam a ilustração na descrição de casos, em geral polícias, mas principalmente na editoria de crítica. Contudo o estilo, assim como o jornalismo literário, ainda não possui muita credibilidade.


Pelo que já foi produzido é possível ver que os campos de conflito são terrenos férteis para a produção de reportagens em quadrinhos. Em 2009 Joe Sacco foi enviado pelo britânico The Guardian ao Iraque para produzir o chamado comics journalism. Criou peças como Complacency Kills e Trauma on Loan, com fatos sobre o Iraque, fazendo o registro da invasão americana e das torturas nas prisões de Abu Ghraib.

Joe Sacco é o jornalista mais conhecido neste meio, já que na década de 1990 produziu um grande número de matérias em HQ. Em 1994 lançou o livro Palestine: a nation occupied, pela editora Fantagraphics (Palestina- Uma nação ocupada. Conrad, 2000). Em alguns de seus trabalhos, como Área de Segurança Goradze, utilizou-se dos meios de produção de reportagem, sendo que apresentou uma pauta, inseriu personagens no relato e descreveu ações com economia e funcionalidade.


No Brasil o jornalismo em quadrinhos também figura. A edição em HQ da reportagem A Infiltrada, coordenada pelo diretor de arte Samuel Cabral, para o jornal Agora São Paulo. Teve como ilustrador Luciano Veronezi e a sequencia de apuração de Carla Monique Bigatto. Quadro a quadro, é narrada a operação de uma policial de 21 anos que se disfarçou para desbaratar um esquema de tráfico internacional.
A vantagem do expediente foi a de manter incógnita a identidade da personagem central da história. E a de materializar um relato vivo. Os quadrinhos por sua vez acabaram não sendo o apêndice da notícia, mas sim a própria informação.

Em 9 de abril de 1999 Patrícia Villalba realizou a primeira entrevista brasileira em HQ, para o jornal O Estado de S. Paulo. Patrícia marcou o encontro entre Tom Zé e Otto, representantes de duas gerações da MPB, que fariam shows no dia seguinte a entrevista. Foi acompanhada por Fábio Moon e Gabriel Bá, então já conhecidos pelo fanzine 10 Pãezinhos. As três horas de conversa viraram duas páginas de jornal de uma bem-humorada entrevista, que fugia do tradicional ping-pong, em que Tom Zé surge na velha Brasília utilizada nos anos 80 para dar carona ao colega em plena caatinga.

Em 2002, as jornalistas Carolina Cassiano e Rachel Bonino, procuraram os escritórios de designers Fábrica de Quadrinhos e Expresso para reconstituir o massacre dos 111 presos do complexo prisional Carandiru ocorrido em 1992. Cada escritório seqüenciou um dos relatos com um estilo diferente, criando um genuíno efeito de "espelho" entre as versões.

Em novembro do ano passado, no período da Feira do Livro, aconteceu o I Encontro Internacional de Jornalismo em Quadrinhos, na cidade de Porto Alegre. Entre os debates que ocorreram uma das questões levantadas foi da falta de espaço que esse gênero tem no meio acadêmico. Durante o debate Aristides Dutra levantou a questão de não existir uma teoria para a análise específica do desenho. As primeiras análises surgiram em 1960 na Itália. No Brasil é recente, segundo o pesquisador existe a mais ou menos 15 anos.

Para o ilustrador João Spacca é necessário que se exija uma reflexão na prática do jornalismo em quadrinhos. Se por um lado é novidade, pelo outro é bastante comum, pois os desenhos gráficos são muito utilizados no jornalismo opinativo, tendo como exemplo as charges e as tirinhas, que em geral aparecem em sequencia.



Nos links abaixo você encontra revistas de jornalismo em HQ e eventos anuais pelo mundo:

Revista Italiana MAMMA

Associação Cultural Mirada (pag. Em Italiano)

Revista da Língua Portuguesa