segunda-feira, 29 de julho de 2013

Quando me pedem experiência...

Sou formada a quase um ano e fico exatamente assim quando leio que para preencher uma vaga de jornalista eu tenho que ter uma experiência sólida.


domingo, 28 de julho de 2013

30 anos da primeira conquista da Libertadores da América pelo Grêmio

Há exatos 30 anos o Grêmio conquistava pela primeira vez a Libertadores da América. Tal feito seria repetido apenas em 1995. Em comemoração ao primeiro título neste campeonato deixo aqui o vídeo do jogo da final.



O engraçado é que não assisti ao vivo este jogo, afinal de contas ele foi quatro anos antes do meu nascimento. Mas por ter um pai fanático pelo time foi quase como se eu tivesse o visto. Cresci ouvindo as peripécias do Tricolor Gaúcho em 1983. Meu tinha tinha parte deste jogo gravado. Tinha também todo o jogo do Mundial, e talvez isso tenha fixado essa história na minha memória. Enfim, lembranças a parte apenas parabenizo Grêmio pela comemoração e ressalto o meu amor pelo tricolor.


domingo, 7 de julho de 2013

A tristeza frente ao fogo que consumia o Mercado Público

Foto: Prefeitura de Porto Alegre
"Onde irei comprar meus guardanapos agora?" se questionou uma senhora enquanto observava o fogo consumir uma parte do segundo piso do Mercado Público de Porto Alegre. Ela ainda completou "eu estava sem onde irei comprar novos?" As perguntas que voavam sem rumo pelo ar mostravam antes um rosto triste com a tragédia. Era como se não houvesse na Capital outro lugar para comprar panos de prato. Era como se na cidade não existisse outras lojas especializadas neste tipo de produto.

O que talvez essa mulher lamentava não era não ter mais onde comprar seus panos para secar a louça, mas sim como inúmeros porto-alegrenses não ter mais a rotina e a história que se tinha antes. Ela certamente não estava triste porque era uma consumidora fiel de determinada banca, o que a entristecia era o fato da quebra da certeza, do ritual da compra que de certa forma a ligava a narrativa viva da cidade.

A chuva fina que caia na noite do sábado, 6 de julho, molhava suavemente os rostos que olhavam atônicos o acontecimento com ares de tragédia. Chuva rala que em nada ajudava os bombeiros e seus equipamentos precários. Em meio as lágrimas dos comerciantes a indignação com a falta de respeito dos Governos com o Corpo de Bombeiros. Em meio as gotas d'água a espereça se misturava com o desespero.

Os detalhes da tragédia já foram mais que divulgados, logo não cabe a eu contar-lhes novamente. Dos males os piores. Os animais, em sua maioria aves, nada sofreram. Da parte incendiada, apenas 10% foi fortemente afetada. A verdade, crua e vergonhosa, veio à tona. O Plano de Prevenção Contra Incêndio do Mercado de Público de Porto Alegre estava vencido a seis anos.

Veja as fotos: http://oalvoradense.com.br/noticias/geral/16187

Agora o que resta é cobrar do Prefeito (que já se posicionou e disse que está em busca de verba) a reconstrução o mais rápido possível do Mercadão. Afinal de contas ele é o coração de Porto Alegre, amado por seus moradores e também pelos turistas que visitam a Capital.

A história do Mercado Público de Porto Alegre

Em 1869 começa a funcionar o Mercado Público de Porto Alegre, projetado pelo engenheiro Frederico Heydtmann, em estilo neo-clássico de um único pavimento. Em 1871 começou-se o calçamento do seu interior, e em 1874 os primeiros açougues começam a funcionar.

Em 1910 inicia-se o planejamento do segundo piso do Mercado. Dois anos após houve a inauguração, com características que definiram a estética que o prédio possui atualmente. Neste mesmo ano, 1912, um grande incêndio atingiu o Mercado, destruindo as bancas internas de madeira, mais tarde substituídas por outras de estruturas metálicas.

Conforme foi passando o tempo o espaço foi se modernizado. Se antes os escritórios ocupavam o segundo andar, a partir da década de 1920 os bares passam a fazer parte do cenário.

O Mercado Público passou por momentos difíceis, a enchente de 1941 e dois incêndios, em 1972 e 1979. Em 79 uma boa notícia. O Mercado foi tombado Patrimônio Histórico e Cultural.

Em 1997 após uma longa reformulação o Mercado Público ganhou uma nova cara e um maior espaço de circulação.

Toda a história pode ser conferida no site do Mercado Público.



quarta-feira, 12 de junho de 2013

#Feliz Dia dos #Namorados


Quando ontem de madrugada, perto da meia-noite, vi essa linda e fofa imagem no Google em homenagem ao Dia dos Namorados.

De tão fofinha resolvi pô-la aqui ao mesmo tempo que deixo a minha mensagem de feliz dia dos namorados à todos!

Essa imagem é resultante de uma parceria feia entre o Estúdio Maurício de Sousa e o Google Brasil.

A sensação que a cultura gaúcha me persegue.

Tchê, tenho a sensação que a cultura gaúcha me persegue. Explico o porquê.

Em casa não se escutava muito música gaúcha, meus pais não gostam de trova nem de milonga, mas no domingo era comum meu pai ligar o rádio na Liberdade, no qual se escutava Gaúcho da Fronteira, Tchê Barbaridade, dentre outros. Já perto do meio-dia a estação era trocada e ia para a Gaúcha, que dentre as notícias futebolísticas a trilha sonora tinha foco sulista. Na mesma época (nossa como o tempo passa) o programa Galpão Crioulo passava nos sábados à tarde. Na escola minha professora cultivava essa história toda e meio que incentivou o bairrismo da minha turma. Tinha colegas que frequentavam CTGs e é óbvio que eu buscava me informar sobre as coisas envolvendo o assunto para não ficar de fora das conversas.

Me lembro como hoje o dia, ou melhor os dias, que aprendi sobre as Missões Jesuíticas e a revolução de 1750. Eu estava na terceira séria, ano de 1996, e a escola tinha aderido a greve dos professores estaduais (vejam bem que essa luta por melhores salários dos professores do Estado é antiga). Minha professora não curtiu muito a ideia, pois já estávamos no meio do ano (não lembro bem o mês) e a interrupção das aulas seria prejudicial. Contudo ela resolveu nos deixar tarefa para a semana. Tínhamos que copiar um texto de mais ou menos umas cinco páginas, que no caderno viraram oito, sobre a Guerra Guaranítica  e responder as questões de interpretação textual. Uma atividade que envolvia história, português e geografia. Foi a primeira vez que tive contato de fato com a história do Rio Grande do Sul, e confesso não me agradou muito.

Passaram-se os anos e obviamente troquei de professoras, mas a história ensinada sempre se repetia. Revolução Farroupilha. Ano após ano a revolta de 35 voltava em meados de setembro. Haja saco para o mesmo assunto! Nas minhas duas últimas séries do ensino fundamental aprendi que nada na história acontece por acaso e que sempre o interesse financeiro moveu as revoltas, revoluções e guerras pelo mundo, logo por que a Farroupilha seria diferente? Os heróis daqui eram diferentes dos demais guerreiros?

Quando fui para o ensino médio mais e mais revolução Farroupilha! Sempre a mesma história! Será que era apenas esse o contexto que cercava a nossa cultura? Não e aos poucos descobri isso.

Durante três anos tínhamos que apresentar algo sobre a cultura regional perto das comemorações do 20 de setembro. Eu não sei se eu dava o azar de todo o ano ser sorteada a fazer algo sobre a Guerra Farrapa. Como eram sempre os mesmos avaliadores a criatividade tinha que falar alto. E assim sanei a curiosidade e vi que os tão nobres heróis farroupilhas na verdade eram estancieiros e comerciantes cansados dos mandos e desmandos do Governo Federal.

Neste mesmo período escolar não se pensa em outra coisa do que o vestibular. Sinceramente eu não li a trilogia O tempo e o vento, do Érico Veríssimo. Li apenas o resumo, visto que o número de livros da leitura obrigatória é grande. Prestei vestibular em 2007 e iria fazer o de 2009. Adivinha, dois ou três livros eram sobre cultura gaúcha.

Em 2008 quando entrei na Famecos meio que esqueci da tal cultura regional, até dado momento, pois o gauchismo é foco da Zero Hora, que em vários momentos foi analisada em aula. Eis que novamente com a pulguinha na orelha fiz a minha monografia exatamente sobre o assunto. Eu queria saber como a essa cultura muito bairrista se tornou parte fundamental da sociedade.

Minha mono foi sobre como a ilustração representa e critica essa cultura regional, através dos quadrinhos "Tapejara, o último guasca". Curti muito, já que descobri coisas muito interessantes, além de observar que o próprio regionalismo se adequa as transformações que o tempo traz, servindo de apoio para uma sociedade, ou seja, não só no Rio Grande do Sul acontece tal fenomeno. Porém, a experiência de escrever um trabalho como esses não foi ruim, mas muito e muito estressante.

Um ano depois cá estou eu lendo O continente, obra parte da trilogia citada acima. Obra importante na literatura brasileira e que deve ser conhecida. Minha mãe vira e mexe liga o rádio para escutar música gaucha e abriu um bailão perto da minha casa. Logo sinto que a cultura sulista me persegue, kkkkkkkk. Acho engraçado ao mesmo tempo de importante. Importante porque devemos conhecer o que cerca e o que faz a sociedade da qual fazemos parte.

Pretendo conhecer outras culturas, com os mesmos detalhes da cultura deste Estado. Afinal sou uma contador de histórias e preciso de histórias para contar.

 =)


terça-feira, 11 de junho de 2013

É com um suspiro que tudo se vai...

Um suspiro e tudo se vai. Como água corrente que passa pelas pedrinhas de um rio. As certezas se vão e o medo fica no lugar. Medo do que não acontece, da mudança que não acontece.

Ansiedade permanece como figueiras antigas, enraizada, firme e forte. A vida possui razões que só ela conhece e que nós desconhecemos e talvez nunca venhamos a entender.

Se a morte, infelizmente, chega para uns, desnudando famílias lhes tirando as crianças, para outros renasce em formato de esperança, ou não.

A razão parece que se esconde em um lar chamado subjetividade. Cada palavra que loucamente escrevo não quer dizer nada ao mesmo tempo que conto tudo querendo esconder-lhes com máscaras de arlequim. Sem sentido para vós mas principalmente para mim.