Dias desses tive que ir até uma loja de roupas para pagar um carnê. Minha mãe aproveitou para me pedir algumas coisas e como eu estava com tempo comprei. Esse não é fato principal, mas algo que na longa fila me chamou a atenção.
A grande fila do caixa me fez colocar os fones e ligar o rádio. Eu estava entretida com a conversa dos locutores e dos comentaristas até que uma cena me chamou a atenção. Uma mulher, com idade próxima de 40 anos, acompanhada do filho, com provavelmente oito anos. Isso somente não teria me chamado a atenção se não fosse o fato dela ter entrado na fila preferencial. Ela olhou com desdem para a menina do caixa, uma jovem inexperiente que tinha ali seus primeiros dias de emprego. A mulher achou que a jovem não iria chamar a sua atenção. Quando chegou a sua vez ela inflou o peito e deu uma boa encarada, porém a mocinha não teve problema de dizer "não vou atende-la, me desculpe senhora, mas aqui é o atendimento é preferencial".
Ela não gostou nada, contudo saiu da fila. Não entrou na outra, ficou por ali só esperando o melhor momento. Quando a fila que eu estava se mexeu ela num instante tentou entrar, em bom português, tentou furar a fila. Só tentou e não conseguiu. Partiu então para a chantagem, disse para o menino, que deixaria as compras, não daria naquele momento os presentes para ele. Ele chateado miou um pouco e baixinho largou um "mãe eu fico sozinho na fila". Foi o drama e ela conseguiu seu lugar na fila já que uma senhora lhe cedeu o espaço.
Essa não é a única história de atitudes anti-sociais que ocorrem diariamente. Cotidianamente é bem fácil ver essas ações. Alguns chamam de pequenas corrupções. Isso me fez refletir mais uma vez. Aquele troco dado errado, a furada de fila, não dar lugar no ônibus para grávidas, por exemplo, acontecem com certa banalidade. Quando vejo, leio, escuto sobre os casos de corrupção no Congresso, no Senado, mais recentemente na Petrobrás, me pergunto: isso não é apenas um reflexo das atitudes de parte da população?
Não dá para cobrar de alguém uma atitude correta quando também não se tem. Como dizer que aquele fez errado se também não se faz o certo? Não, não estou falando do politicamente correto, estou falando sobre atitudes corretas, como respeito ao próximo, gentileza e educação.
Apontar o dedo e dizer que tudo está errado é fácil. Mas evitar cometer as pequenas corrupções também deveria ser. Não adianta reclamar que a cidade alaga se joga lixo no chão. Se não te lixeira não é mais fácil cobrar da prefeitura?
Dizer que político é ladrão é fácil, mas quantas pessoas entregam o dinheiro a mais que recebe de troco quando o caixa erra o valor?
Repensar nas atitudes é a melhor forma de melhorar a nossa sociedade e sem aquela história de que sozinho não se muda o mundo. Realmente pequenas atitudes não mudam o mundo, mas torna a convivência em sociedade mais leve.
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sábado, 25 de abril de 2015
domingo, 30 de novembro de 2014
QLQRUA: Na sala de bate-papo, Mário busca sexo e preencher um vazio
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| Imagem da internet |
Se acha feio, está em cima do peso, não é gordo, porém se acha o homem mais gigante do mundo. Está triste, não depressivo, não representa isso socialmente. é uma angustia que vive sozinho, em seu interior.
Trancado no quarto ele entra em uma sala de bate-papo, daquelas que foram muito famosas no começo do século XXI e que caíram no esquecimento com o desenvolvimento das Redes Sociais. Nestas salas ele encontra parceiros para um sexo casual e online. Prefere apenas meninas, mas um travesti, por que não? Ele pensou em experimentar, isso não ia transformá-lo em gay, era uma certeza. Abre a webcam e convida algumas pessoas da sala, escolhe uma apenas.
Mais tarde busca outra sala, com cerca de 40 participantes, menor que a outra sala que tinha cerca de 200. Essa a temática era viagens de turismo. Começou a conversa, pediu o skipe, avisou que morava em outro país. Neste tinha um flerte mais casual, contudo o objetivo era o mesmo. Sexo virtual mais tarde. Neste talvez poderia mostrar o rosto e não só parte do corpo. Neste, quem sabe, fazer uma amiga disposta a ouvi-lo e conversar.
Como Mário muitas outras pessoas procuram o sexo sem contato, apenas através de imagens e palavras, muitos buscam nestas salas virtuais apenas alguém para conversar. Sim, existe os pedófilos. Existem menores de idade que entram nas salas, mas sempre que revelam suas idades são denunciados. Entre as conversas públicas que geram entre oi, olá e demais cumprimentos meninas divulgam seus sites pornôs, algumas aproveitam para oferecer descontos e promoções.
Mário encontra uma pessoa, tem um papo cabeça. Mas acabou... Amanhã ele voltará de novo. Quem sabe não encontra alguém para acabar com aquele vazio.
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Mário é um nome fictício de duas pessoas que costumam visitar salas de bate-papo em busca de sexo virtual e de alguém para conversar.
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