As meninas do Brasil comemoram a invencibilidade/ Foto: Divulgação
No futsal feminino mundial quem manda é o Brasil, isso porque nesta manhã de segunda-feira, 30 de novembro, a Seleção Brasileira conquistou o hexacampeonato.
Depois de golear a Espanha nas semifinais, placar de 4 a 0, as brasileiras encaram na final a Rússia. A tarefa não foi fácil, já que as duas seleções estavam invictas. A partida foi bastante disputada, mas o Brasil conseguiu furar o bloqueio da defesa e colocou a bola na rede algumas vezes, no final, vitória para as brasileiras por 3 a 0.
Com o título a Seleção Brasileira é Hexacampeã Mundial e líder absoluto no ranking Fifa.
A terceira colocação ficou com a Espanha que venceu Portugal, por 9 a 1.
A competição é realizada desde 2010 e em todas o Brasil foi para a final sem nunca perder. A primeira edição aconteceu na Espanha, o vice foi Portugal e a terceira colocação foi partilhada ente as seleções espanhola e russa.
A edição 2015 foi realizada na Cidade de Guatemala, Guatemala. Veja abaixo as sedes e as três melhores seleções de cada edição
Veja abaixo escalação das Hexacampeãs Mundiais:
Goleiras: Giga (Female/Chapecó-SC), Bianca (Cianorte-PR) e Missi Papst (Unifor-CE);
Fixas: Tatiane (Female/Chapecó-SC), Diana Santos (Barateiro/Brusque-SC) e Valéria Schmidt (Female/Chapecó-SC)
Alas: Tampa (Female/Chapecó-SC), Vanessa Pereira (Sinnai-ITA), Jessika Manieri (Barateiro/Brusque-SC), Amanda Lyssa (Barateiro/Brusque-SC) e Luísa Mayara (Barateiro/Brusque-SC)
Pivôs: Luciléia (Lazio-ITA), Caroline da Silva (Barateiro/ Brusque-SC) e Juliana Delgado (Atlético de Madri-ESP)
Profissão: não me julgue pelas ações dos outros. Eu não falaria sobre isso, na crônica pré-despedida da série eu queria um assunto mais ligth. Mas não dá. Tenho visto uma enxurrada de críticas a diferentes profissões, só que neste caos de acusações, muitas verdades e muitas mentiras, quem está sofrendo uma pressão mental são aqueles que se mantém corretos e são éticos.
Com a proibição do Uber em Porto Alegre, com os protestos dos taxistas e os taxistas que agrediram um motorista do Uber, toda a categoria está sofrendo uma dura crítica social. Um boicote se organiza, poucos pensam que o táxi é o ganha pão de muitas famílias, que muitos motoristas não estão nem ai para o Uber.
Li sobre um grupo de advogados que vem sofrendo poucas e boas, já que são acusados de mentirosos e corruptos, pois trabalhavam no mesmo escritório de um profissional preso por lavagem de dinheiro.
Vira e mexe acusam todos os jornalistas de alguma coisa. Em protestos, ou qualquer lugar com uma união de pessoas, os jornalistas, muitas vezes, são impedidos de trabalhar. Muitos são agredidos, nem ao mesmo as pessoas pensam no valor vital destes profissionais para a manutenção da democracia. Além disso, sempre carregam o selo de “fofoqueiros nível master”, graças aos colegas que trabalham na editoria de 'celebs'.
As secretárias que vira e mexe viram alvo das línguas afiadas, já que diz a lenda que muitas têm casos extraconjugais com seus chefes. Sobra até para quem nunca nem imaginou ter algum enlace afetivo com quem lhe paga o salário no final do mês.
Assim como nas características físicas, no qual recebemos rótulos na testa, como profissionais muitos também ganham rótulos. Pior, têm suas reputações profissionais arrasadas por causa de um mito, novo ou velho.
O mais triste nisto, é perceber que muitos esquecem que antes de ser um profissional, há ali um ser humano, cheio de qualidades, manias e erros. Mais acertos que erros. Apenas esquecemos que um pé de laranja estragada não significa que o pomar inteiro esteja afetado.
Criticar é uma coisa, tornar o momento em uma série de xingamentos sem a mínima base é outra bem diferente.
Protestar para o fim é uma coisa, partir para agressão física ou moral é algo muito pior.
Assim como os rótulos pessoais, devemos abolir os rótulos profissionais, os que colocam em nós e o que colocamos nos outros. Não é uma tarefa fácil, mas se cada um fizer a sua parte, conviver e respeitar o outro tornará a vida nestas loucas sociedades mais fácil.
Bateu uma tristezinha! Como assim, sábado que vem acaba! É amigos, passados dois anos eis o fim de uma meta, essa é a crônica 69 e sábado que vem a de número 70. A série Em qualquer Rua pode ser lida aqui.
Enfim a Marvel liberou o trailer do filme "Capitão América: guerra civil". A película do super-herói mais famoso da editora tem data de estreia no Brasil em 28 de abril de 2016. A história contada no filme tem base na saga em HQ de mesmo título, lançado em 2006. O filme tem previsão de estreia nos Estados Unidos em maio do ano que vem.
Uma das frases que chamou a atenção do público e que fez burburinho nas redes sociais foi proferida pelo Homem de Ferro ao Capitão América: _Eu também era seu amigo. #GenteQueDó!
O doodle desta terça-feira, 24 de novembro, é em homenagem ao aniversário de Lucy! Há exatos 41 anos o professor norte-americano, antropólogo e curador do museu de Cleveland de História Natural, Donald Johanson, e o estudante Tom Gray, descobriam o fóssil de Lucy, um Australopithecus afarensis de 3,2 milhões de anos, em Hadar, no deserto de Afar, na Etiópia.
Não foi por acaso que Lucy foi encontrada a equipe coordenada por Johanson,que naquele ano (1974) estava fazendo escavações no local.
Exposição no Museu Nacional de Ciência do Japão
O fóssil recebeu o nome de Lucy por causa da música "Lucy in the Sky with Diamonds", da banda The Beatles, e que tocada num gravador no acampamento, e também porque com os primeiros exames se definiu que aquela ossada pertencia a uma fêmea.
A descoberta foi um importante passo para entendermos como ocorreu a evolução humana. Além disso, o fóssil de Lucy estava muito bem conservador o que surpreende pesquisadores até hoje.
Com a importância científica, o Google resolveu homenagear Lucy, no dia de aniversário de sua descoberta.
Atualmente o esqueleto de Lucy está em exposição no Museu Nacional da Etiópia, na capital etíope Addis Abeba. Também é possível encontrar réplicas no Museu de História Natural de Cleveland e no Field Museum, de Chicago, ambos nos Estados Unidos.
O Google tem um arquivo com todos os doodles já produzidos em diversos Países, Confira aqui!
Se tiver selinho no post é Cupcake Pop, e não, não serão postagens sobre culinária, mas sim, sobre cultura pop ou aquilo que culturalmente está chamando a atenção. Poderão ser textos, entrevistas, reportagens e etc. Alguns materias aqui já publicados ganharam o selinho e serão marcados como Cupcake Pop, mas oficialmente começo agora.
Bichinho não é presente de Natal para quem não quer se comprometer
As Ongs que resgatam animais abandonados possuem o dobro de trabalho neste período do ano, principalmente porque muitas pessoas abandonam os animais que ganham de presente quando estes começam a dar trabalho ou ficam adultos. Pensando nisso o Canal+ tem como novo comercial "Amigo não se compra".
Na propaganda o gatinho/cachorrinho é substituído por um javali, que faz a maior bagunça, ataca a geladeira e destrói algumas coisas. O casal acaba abandonando-o. Na última cena acontece uma lembrança. o tempo retorna a noite de natal em que o casal recebe de amigos um fofo javali bebê. Vale muito assistir e pensar antes: será que meus amigos vão querer viver e terão tempo, amor e dedicação com essa vidinha por mais de uma década?
Um gato atrapalhado e a união da comunidade
A união de uma comunidade e um gato cinza atrapalhado são os temas da propaganda de Natal da rede inglesa de mercados Sainsbury's. O comercial é bem divertido, apesar do triste fato da família do gatuno quase ficar sem casa. O peru que seria servido no almoço está no forno, o gatinho enquanto dormia bate o rabinho em um fio, que acaba derrubando uma bolinha no fogão, e isso acaba ligando o forno. Pela manhã, o peru pegou fogo, o gato assustado praticamente quebrou a cozinha, chamou por acidente os bombeiros, e foi perseguido pela espessa fumaça cinza que saia do forno. Por fim, chegaram os bombeiros, fogo apagado, mas a família estava a salvo, mas tristes. Foi então que os vizinhos se reuniram e os ajudaram a arrumar a casa e o almoço. Cada um fazendo um pouquinho deu uma imensa ajuda. Assista!
Uber causando polêmica #Denovo! Agora em Porto Alegre
O aplicativo Uber está causando polêmica, de novo, agora em Porto Alegre. O app de transporte chegou na Capital Gaúcha na semana passada e desde então tem sido assunto nas redes sociais, na imprensa e também nas rodas de bate-papo. Grande parte dos moradores apoia o sistema alternativo de transporte, mas não agrada os taxistas que não querem a concorrência desleal. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) diz o serviço é ilegal, ou melhor, clandestino. Tanto que a EPTC não descarta usar o aplicativo para chamar carros e multar os motoristas. Ainda nesta semana, a Câmara de Vereadores votará um projeto que proibirá o uso do Uber no município.
Já a gerencia do app em nota explica que não é ilegal, já que está de acordo com a Constituição Federal e leis trabalhistas que garantem o livre exercício da iniciativa privada e a liberdade do exercício profissional, logo, os motoristas tem o direito de trabalhar desta forma garantida.
Na minha opinião, melhor do que proibir o Uber em Porto Alegre não é a melhor alternativa, mas também não vejo vantagem de usar o serviço desta maneira. Acredito que regularizar a empresa dona do aplicativo é muito melhor, assim ganha a empresa que deixa a informalidade, ganha a cidade com mais uma opção de transporte, ganham os clientes com um serviço seguro e que poderá oferecer até nota fiscal.
Hora de colorir!!!
Divulgação
A hora é de colorir! Para os fãs de pixels, ou melhor, é apaixonado pelos clássicos gráficos em 8-bit agora poderão entrar na onda dos livros de colorir. A Faber Castell criou uma plataforma digital, chamadaColor Pxl, que tem um galeria com diversos desenhos no estilo pixel art. Quem quiser precisa acessar o site, escolher o desenho, fazer o download, imprimir, colorir e se divertir.
Giz de cera com 12 tons de pele
A Koralle, empresa brasileira fabricante de materias para artes, criou o giz de cera UniAfro, uma caixinha com 12 tons de pele, do mais clarinho ao mais escuro. A ideia integra uma ação para escolas infantis, e as caixinhas de giz foram distribuídas para professores do Rio Grande do Sul, em um curso sobre história e cultura africana, focado no corpo docente de escolas públicas.
A iniciativa foi tão bem recebida que a Koralle colocou a venda as caixas da UniAfro no seu site.
Legal, eu mesma odiava pintar os desenhos que me representavam com o tal rosa cor da pele, desde quando eu era da cor de um salmão?
Distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG). / Rogério Alves/TV Senado - Fotos Públicas
A lama que invadiu o Rio Doce, o matou, destruiu vilarejos em Mariana, Minas Gerais, traz dor de cabeça aos habitantes do estado do Espírito Santo. Matou pessoas trouxe uma tragédia sem tamanho para o Brasil. Destruiu casas, lares, mutilou famílias, matou animais, acabou com lembranças, livros. Destruiu a natureza.
A água de tom escuro que inspirava vida, cheia de peixes, que servia de ganha pão dos pescadores agora tem a cor marrom, esta embarrada. A água é imbebível. Não serve nem mesmo para regar as plantas.
O motivo da gigantesca devastação é porque as barragens que romperam eram de rejeitos de mineração. De acordo com especialistas na água a praticamento todos os elementos da tabela periódica. Só que o pior ainda poderá acontecer, e os técnicos da Samarco (empresa responsável pelas barragens) outras duas ainda poderão se romper, principalmente em virtude da chuva que atingirá o estado mineiro nos próximos dias.
Além da morte de toda uma biodiversidade, até o momento que escrevo essa crônica eram 11 mortos, sendo que apenas oito haviam sido identificados, e 12 pessoas seguem desaparecidas para desespero de suas famílias.
O cruel nisto é que a população de Mariana segue sem dormir a noite, com medo do estouro das outras duas barragens, seguem sem sono ao não poderem abraçar seus parentes sumidos, nem enterrar seus corpos.
A tragédia pode até ter pego todos de surpresa, mas não foi algo que não se imaginasse. Era um fato anunciado. Rachaduras existiam, sabia-se que a capacidade das barragens já não supria mais o que era produzido diariamente. Sabia-se e nada se fez.
Mais uma vez o problema foi ignorado, mais uma vez as causas não foram pensadas. O problema ficou na suposição até que há duas semanas virou realidade. A lama tomou conta de dois vilarejos, destruiu vidas, matou animais, poluiu um rio. A vida aos poucos irá se reestruturar, a natureza por muitos anos sofrerá os impactos da má administração humana. A nós resta cobrar empresas e governos para que a história de Mariana não se repita a outros lugares, que a fiscalização que não foi realizada em Minas Gerais seja feita. Que as leis fiquem mais duras, e acontecimentos catastróficos como este não sejam encarados como naturais, como ocorreu com a lama de Mariana, por via de decreto presidencial.
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Faltam apenas duas crônicas para encerrar a série Em Qualquer Rua, histórias que podem acontecer em qualquer rua, em qualquer casa. Crônicas sobre o cotidiano, sobre mim, sobre vocês ou sobre o vizinho. Lê-las é fácil, basta clicar aqui.
A flor despetalada é uma forma de representar as vítimas da nossa sociedade
Me diga, caro leitor, existe algum problema em ser feminista? Seja você mulher, seja você homem? Para mim não, não há problema algum, pois ser feminista é mais do que gênero, é ser HUMANO.
Há algum tempo saiu na imprensa o Mapa da Violência, divulgado pelo Instituto Sangari. No estudo, de 1980 a 2010, no Brasil foram mais de 92 mil mulheres mortas. No estudo sobre homicídios e juventude no Brasil, de 2013, revela que de 2001 a 2011, o índice de mulheres mortas houve um aumento de 17,2%, ou seja, mais de 48 mil feminicídios. Só em 2011 mais de 4 mil mulheres foram assassinadas, e em 2013, de acordo com a ONU Mulher, cerca de 4.700 mil brasileiras perderam a vida em razão da violência. Grande parte destes assassinatos são causados pelos parentes das vítimas, como os parceiros, namorados, ex-namorados e maridos.
Mas não são só as mulheres que sofrem violência física no País. De acordo com estudo da UNICEF, no Brasil de 1990 a 2013, cerca de 10,5 mil jovens entre 10 a 19 anos são mortos por ano. O que eleva o País como segundo que mais mata jovens no mundo, atrás apenas da Nigéria. A maioria dos assassinados são os meninos das classes D e E, negros e pardos.
Ok, agora tu deves estar se perguntando qual a relação destes dados com o assunto desta crônica. Calma, eu já explico.
O que ambas pesquisas mostram é que a maioria dos violentados são as pessoas que moram em favelas, vilas, subúrbios ou bairros de periferia. Esses que estão, em grande parte, a mercê de uma sociedade machista, patriarcal e racista. Sem direitos a melhores condições de vida, mesmo que no papel, desde a homologação da Constituição Federal de 1988, o direito a moradia, a igualdade, o acesso à cultura, a educação e saúde sejam garantidos a todos que habitam o Brasil.
Ser feminista é defender a igualdade de gêneros, classes, etnias, religiões. Em um resumão, nada mais é do que defender que todos tenham os mesmos direitos e deveres. É querer que ninguém vire refém da sua condição física ou social.
Se tu és homem ou mulher e ficou chocado com o número de mulheres e jovens mortos, defende as diferentes famílias, não concorda e condena qualquer ato de racismo, informo-lhe, tu és feminista. E por que não?!
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Gente, que loucura, estou chegando ao meu objetivo. Com essa são 67 crônicas da série Em Qualquer Rua. Confira todas clicando aqui.